quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Manhã sonolenta


                
Este próximo texto é apenas um exercício.
                Minha mente desperta bem preguiçosamente, mas meus olhos ainda estão fechados. Cansados. Respiro devagar e fundo.
                Tic ...
                Tac ...
                Sinto que o sol já levantou, porém isso ainda não é motivo suficiente para eu fazer o mesmo. Viro para o lado e puxo a coberta sobre a cabeça. A escuridão me enlaça mais uma vez e mais uma vez minha mente se ativa e mais uma vez minhas pálpebras ainda não se abriram. Diferente da minha boca que lança um longo bocejo, sem pressa.
                Tic ...
                Tac...
                Viro para o outro lado,  no entanto minha cabeça fica descoberta, pois o ar já estava raro e bem quente com o meu próprio bafo. Encolho-me todo em conchinha. Os olhos estão tão pesados que os sinto inchados. Desta vez o sono não vem novamente,  nem mesmo aquele bem  levezinho.
                Tic ...
                Tac ...
                Estico todo o corpo rangido e cansado. Abro um dos olhos arenosos e contraio o canto da boca. Já havia amanhecido, mas era um dia cinzento e com garoa. O vento sussurrava na janela de metal do meu quarto. Devagar. Fecho os olhos e a boca. Contraio os lábios e viro de bruços.
                Tic ...
                Tac ...
                Acho que não dará certo tentar me asfixiar no travesseiro para dormir mais um pouco. Talvez seja melhor aproveitar esse dia. Frio e feio. Talvez possa tomar um café da manhã. Eu teria de preparar. Quem sabe se eu me vestir algo bonito e confortável para me divertir. Teria de lavar e passar.
                Tic ...
                Tac ...
                Resolvi o que farei. Ficarei na cama. Hoje é domingo.

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